ITBI em Belo Horizonte: quanto custa, quem paga e como parcelar

O ITBI é o imposto que trava o registro do imóvel se não for pago, e é a despesa que mais pega comprador de surpresa. Em Belo Horizonte a alíquota é de 3%, quem paga é o comprador, e ele pode ser parcelado. Mas existem isenções que muita gente tem direito e não pede.
Qual a alíquota do ITBI em Belo Horizonte?
A alíquota é de 3,0%, vigente desde 1º de maio de 2014. A regra do imposto está na Lei municipal 5.492/1988. Num imóvel de R$ 400 mil, são R$ 12 mil.
Quem paga e quando?
Quem paga é o comprador. E o pagamento precede o registro imobiliário: sem a quitação, o cartório não registra a transferência, e o imóvel continua no nome do vendedor.
Vendedor e cartório respondem como responsáveis solidários em caso de irregularidade, conforme os artigos 6º e 7º da Lei 5.492/1988.
Sobre qual valor incide?
A base de cálculo é o valor dos bens transmitidos, apurado pela administração tributária ou declarado pelo contribuinte, o que for maior. Em 2023 a Lei municipal 11.530 alterou essa dinâmica, estabelecendo que o valor declarado pelo contribuinte tem presunção de valor de mercado e só pode ser afastado por processo administrativo individualizado. A aplicação dessa regra virou objeto de questionamento na Câmara Municipal em fevereiro de 2026.
Na prática, isso importa: se a Prefeitura arbitrar um valor acima do que você pagou, existe caminho administrativo para contestar.
Dá para parcelar o ITBI em BH?
Sim, o parcelamento é permitido, com base na Lei municipal 8.405/2002. Existe uma consequência prática importante: a Certidão Negativa só é concedida após a quitação da última parcela. Como o registro depende dessa certidão, parcelar adia o registro até o fim do parcelamento.
Ou seja, parcelar resolve caixa, mas não acelera a escritura. Vale planejar sabendo disso.
Quanto custa a documentação completa?
Além do ITBI existe o registro em cartório, que segue a tabela de emolumentos do estado de Minas Gerais, progressiva por faixa de valor do imóvel. Não é percentual fixo.
Somando os dois, nos lançamentos que nós da FHN trabalhamos, o pacote de documentação fica em torno de 5% do valor do imóvel. Em parte dos empreendimentos a incorporadora parcela ou assume essa despesa como condição comercial, e vale sempre perguntar qual é a condição vigente antes de fechar.
Me chama no WhatsApp que eu confirmo a condição de documentação da unidade que te interessou.
O que o financiamento não cobre
Vale ser direto: o banco não financia ITBI nem registro. Essa despesa vence na transmissão e sai do seu bolso. É o item que mais desmonta orçamento montado só com preço e parcela.
A lista completa do que entra na conta além do preço:
- A diferença entre a avaliação do banco e o preço de venda, em torno de 6% na nossa base de 1.727 unidades.
- ITBI de 3% e registro em cartório.
- O encargo mensal, que soma seguros MIP e DFI, FGHAB e taxa de administração à prestação: de R$ 100 a R$ 130 por mês.
Existe isenção?
Existe, e é o assunto do próximo texto. Belo Horizonte tem isenção de 50% para quem compra o primeiro imóvel dentro de um teto de valor, e isenção para famílias de renda mais baixa no Minha Casa Minha Vida. Veja quem tem direito ao desconto de ITBI em BH.
Como não ser pego de surpresa
Peça três números por escrito de qualquer unidade: o valor de venda, o valor de avaliação e o custo total da documentação. Com esses três, mais a sua renda bruta e a sua data de nascimento, dá para montar o desembolso real da compra inteira.
Fale com a gente no WhatsApp ou veja o custo real da compra, item por item.
Fontes: Prefeitura de Belo Horizonte, página de tributos e legislação do ITBI; Leis municipais 5.492/1988, 8.405/2002 e 11.530/2023; Câmara Municipal de Belo Horizonte, fevereiro de 2026; simulações oficiais da Caixa e base de lançamentos FHN Imóveis. Setembro de 2026.


